segunda-feira, 21 de novembro de 2011

NOVA TENDÊNCIA PARA GRANDES NEGÓCIOS*

Atualmente o assunto destaque são as redes sociais e o grande mercado e ofertas de oportunidades que este setor vem proporcionando, com crescimento vertical.

Com a grande deliberação do comercio internacional ocorrido nos últimos tempos, adequando-se ao crescimento do poder de consumo do povo brasileiro, as empresas e clientes podem questionar como conciliar as regras internacionais do comercio eletrônico com as políticas publicas, a promoção do desenvolvimento econômico e a proteção dos direitos.

Os novos ambientes virtuais derrubaram a barreira geográfica entre os consumidores/clientes e as empresas e permitiram que eles se reunissem em um mesmo espaço.

Antes, a única forma de falar bem ou mal de uma marca, empresa era o método tradicional do “boca a boca” e com amigos ou conhecidos próximos. A partir das redes sociais, este cenário mudou e estas abriram a possibilidade de aproximar pessoas estranhas com interesses em comum e gerar lucros bastante rentáveis, cujas partes saem desse negocio satisfeitos.

Empresas inteligentes sempre prestaram atenção no consumidor. A diferença é que agora, com as redes sociais, o cliente pode saber tudo e o que eles falam vale ouro. As mídias foram capazes de gerar escalas de comportamentos que o consumidor já tinha (questionar, reclamar, criticar), mas agora eles podem também elogiar, sugerir, inovar e principalmente participar, exercendo grande poder de influencia sobre a reputação de uma determinada empresa, marca ou produto.

Uma das primeiras dicas para aquele que pretende manter sua empresa e/ou fechar negócios bem rentáveis e lucrativos utilizando as redes sociais, é preciso cultivar sua presença permanentemente. Para isso, uma pessoa ou uma equipe competente devem estar dedicadas a supervisionar todas as informações. É preciso também escutar o cliente/consumidor e tentar resolver a situação e quando estiver errado, saber reconhecer seu erro; afinal, todos podem errar, mas quando se reconhece um erro o repara esta conduta é perdoável pelo seu cliente.


Este mercado eletrônico ou para alguns e-commerce é um novo ramo que vem crescendo verticalmente e com ajuda das redes sociais. Hoje aquela empresa que não faz parte dessas redes sociais, além de deixar de conhecer seu consumidor/cliente ou futuro parceiro que possa vir a fechar negócios, perde grandes oportunidades bem lucrativas.

Citamos como exemplo a marca Dell que, em 2010, criou um centro de monitoramento das redes sociais e lá, cerca de 48 funcionários, leem mais de 20 mil citações diárias em 11 diferentes idiomas e separam as boas das ruins, para garantir respostas rápida em caso de crise. Já a atenção da Microsoft a twitteiros com dúvidas ou queixas sobre o videogame Xbox é recorde; em 2010, foi citado pelo Guines por ter respondido a cinco mil questões em menos de três minutos. Dez profissionais passam o dia em contato com mais de 268 mil seguidores. Em abril/2011 a companhia aérea Azul comemorou no Facebook a marca de 8 milhões de clientes.

Daí, um usuário seguidor sugeriu à companhia que oferecesse passagens por R$ 8 e prontamente a empresa acatou a sugestão e começou uma mobilização que reuniu 6.800 pessoas na pagina da Azul nessa rede social, comprovando assim que, nos tempos atuais, as redes sociais mudam as condutas das empresas e podem oferecer negócios significativamente lucrativos. A Folha de São Paulo publicou na data 24/10/2011 que a empresa americana de correios FedEx anunciou nesta data que pretende contratar temporariamente 20 mil pessoas no período de festas de fim de ano para fazer frente a um forte aumento de 12% de suas atividades devido ao grande número de pedidos on line, fruto do e-commerce.

Vender socialmente é o sonho de consumo de qualquer empresa. O chamado social commerce é a nova versão virtual do velho e tradicional boca a boca.

As empresas tem que estar atentas a este mercado lucrativo e rentável, que ainda não há legislação definida, mas onde se preza e muito a satisfação do cliente/consumidor, que, se não for bem atendido e a empresa não corresponder às expectativas daquele produto e serviço ofertado, sua imagem poderá ser afetada de forma global pela internet.

Já existem sites voltados para esse próprio tipo de comércio virtual, em que sua origem foi, inicialmente, uma espécie de blog de reclamação ou o famoso “colocar a boca no trombone”. Tais sites conseguem resolver de forma mais rápidas situações que se fossem levadas aos órgãos jurídicos, a exemplo dos Procons, seriam mais demorados, burocráticos e desgastantes.

Entretanto, é imperioso destacar que tem que ter o maior cuidado com o que se escreve, publica e/ou oferta nessas redes sociais. O poder das redes sociais ultrapassa fronteiras e pessoas de qualquer lugar podem ter acesso a produtos e serviços do mundo todo. Assim, se não pensar no que escreve, publica e/ou vende, bem como não honrar com os compromissos e expectativas, tais ferramentas podem destruir a imagem de uma empresa, negócios, caindo tais fatos no velho e tradicional boca a boca, só que dessa vez para o lado pejorativo da coisa.

Em um mundo onde cada vez mais as relações interpessoais e entre empresas são mediadas pela tecnologia, aqueles conectados com esse mundo, seja advogado especialista em direito eletrônico, seja macro ou micro empresário, seja um simples cliente/consumidor, formam um setor aquecido da economia e bastante rentável, cujos resultados tem chamado muita atenção.


* Carla Simas Lima Peixoto é advogada. Membro do Grupo de Negócios Internacionais do MBAF Consultores e Advogados, escritório membro da Rede LEXNET. Graduada em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL – 2009). Pós-graduanda em Direito pelo CEJUS – Centro de Estudos Jurídicos de Salvador. internacional@mbaf.com.br gninternacionais.blogspot.com


Este texto foi publicado em Sinapro Bahia.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

É PRECISO COLOCAR O BRASIL NOS TRILHOS*

Tramita em caráter conclusivo, devendo, em breve, ser analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, o Projeto de Lei nº 516/11, do Deputado Leonardo Quintão, que estende os benefícios fiscais do REPORTO para obras e serviços relacionados ao transporte ferroviário de passageiros.

O REPORTO (Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária), instituído em 2004 pela Lei nº 11.033, garante a suspensão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); da contribuição para o PIS/Pasep; da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e, quando for o caso, do Imposto de Importação para operações destinadas a carga, descarga e dragagem de portos, bem como para o transporte ferroviário de mercadorias.

Este Regime Tributário já havia sido estendido às concessionárias ferroviárias de carga por meio da Lei nº 11.774/2008 (pela instituição da suspender da exigência do PIS e da COFINS na aquisição de vagões, locomotivas e trilhos). Contudo, com relação aos carros ferroviários de passageiros, não havia medida que permitisse a isenção da cobrança de quaisquer tributos.

Assim, pela proposta em discussão, pretende-se equiparar o transporte ferroviário de passageiros ao de cargas, beneficiando não apenas o transporte de passageiros em si, como também os bens utilizados na execução de obras e serviços relacionados, tais como vagões de passageiros, litorinas, veículos para inspeção e manutenção de vias férreas, partes de veículos para vias férreas e material fixo de vias férreas e semelhantes.

Com o referido projeto de lei, volta a foco a opção do modal ferroviário como mais adequado meio para o transporte de massas populacionais, que muito poderia contribuir para a melhoria da mobilidade urbana em grandes cidades. Esta modalidade caracteriza-se ainda por sua capacidade de transportar grandes volumes, com elevada eficiência energética, principalmente em casos de deslocamentos a médias e grandes distâncias, além de apresentar maior segurança em relação ao modal rodoviário, com menor índice de acidentes e menor incidência de furtos e roubos.

Uma breve incursão na história aponta o advento da Revolução Industrial, ocorrida no início do século XIX, como marco inicial para a utilização do modal ferroviário. Naquela época, surgia a demanda por meios mais eficazes para transporte das matérias primas e dos produtos industrializados, tendo sido plenamente identificada nessa alternativa a potência necessária e conferida pela utilização de sistema sobre trilhos. Assim, em 1825, foi inaugurada a primeira estrada de ferro pública do mundo, localizada em Stockton-Darlington, na Inglaterra, sendo que poucos anos depois, ao final da década de 1830, diversas cidades europeias já estavam interligadas por linhas férreas.

Já o desenvolvimento dos modernos trens de passageiros para longos percursos começou na década de 1860 e já no final do século alguns trens internacionais europeus faziam jus ao apelido de hotéis sobre rodas, em razão da estrutura de que eram dotados.

O objetivo agora é que, com o projeto, a redução da incidência tributária do transporte urbano sobre trilhos seja uma forma efetiva de se priorizar o transporte público indispensável para garantir a mobilidade, principalmente nos grandes centros urbanos, trazendo ganhos sociais e econômicos.

Dessa forma, em se materializando a justificativa e expectativa do projeto, os ganhos derivados da desoneração superariam as receitas que deixam de ser auferidas com a tributação, o que traria por consequência o benefício não só aos usuários diretos do serviço, como também, indiretamente, aos moradores dos centros urbanos das áreas de influência do sistema de transportes, que se beneficiariam com a redução de congestionamentos e do menor tempo para a realização dos deslocamentos urbanos.

Não se pode esquecer que, por suas dimensões, o Brasil é um país continental. Apesar dessa característica, este modal de transporte nunca alcançou aqui a representatividade obtida em outros países de grande extensão territorial. Assim, espera-se que a aprovação do referido projeto e edição da respectiva lei que estenda tais benefícios para o setor finalmente materialize a expectativa de ampliação dos sistemas de transporte ferroviário de passageiros no Brasil.

Portanto, tem-se com o projeto uma oportunidade de retornar à ordem do dia tema tão carente de apreciação. Além disso, trata-se de boa proposta de alternativa para o desiderato pretendido: reduzir a carga tributária para estimular o setor de transporte ferroviário. Contudo, não se pode negar que se hoje a expectativa é pela aprovação do Projeto, com a edição da Lei a expectativa passarão a ser outras: a de que as reduções tributárias efetivamente sejam revertidas para a população com a otimização e ampliação dos sistemas de transporte ferroviários, bem como que não se esgote nesses benefícios o incentivo ao desenvolvimento do modal ferroviário. Afinal, é preciso que o Brasil passe a andar (e, em breve, esteja correndo) nos trilhos.


* Daniela Augusta Brandão é advogada. Coordenadora e membro do Grupo de Negócios Internacionais do MBAF Consultores e Advogados, escritório membro da Rede LEXNET e do Business to Laywers. Especialista em Direito Civil pela Universidade Salvador (UNIFACS) e em Planejamento Tributário pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Pós-graduanda em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET).



Este texto foi publicado em LexNet News.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

FALÊNCIA DO SETOR RODOVIÁRIO PARA O TRANSPORTE DE CARGAS NO BRASIL E AS SUAS ALTERNATIVAS – MODAL DUTOVIÁRIO

Com a crescente expansão do mercado externo e interno dos produtos brasileiros, torna-se imprescindível a preocupação com o escoamento destes produtos. Segundo o Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), as empresas brasileiras gastaram R$ 334 bilhões com logística, ou 11,6% do Produto Interno Bruto[1].

No Brasil há a predominância do modal rodoviário, mas este sistema já está saturado, pois, além de concorrer com o transporte de passageiros, a sua estrutura é a mesma há 30 (trinta) anos, salvo com algumas exceções.

Neste sentido, muitas pesquisas estão sendo desenvolvidas com o intuito de, não só aumentar a capacidade da infraestrutura já existente, como a implantação e/ou disseminação de novos modais para o transporte de cargas.

Uma das alternativas encontradas é uma modalidade do transporte terrestre, o modal Dutoviário, que vem a ser o modo de transporte que utiliza um sistema de dutos que formam uma linha onde se movimentam produtos de um ponto a outro através de pressão sobre o produto a ser transportado ou por arraste deste produto por meio de um elemento transportador.

Este modal não é recente, pois surgiu com as civilizações antigas, inicialmente para o suprimento do abastecimento de água e, após, na captação e deposição de esgotos domiciliares, emprego este que o caracteriza como a modalidade de maior uso (tonelagem e volume), passando, assim, para a zona de saneamento urbano e saindo da seara dos transportes.

Como bem explicita Maria Cristina Fogliatti, Sandro Filippo e Beatriz Goudard “com o passar do tempo e a descoberta do petróleo, este modal passou a transportar também este mineral, de grande importância na economia mundial, na forma bruta entre os campos de extração e as estações processadoras. Apareceram então, os chamados oleodutos[2]”.

Nos Estados Unidos, mais precisamente no estado da Pensilvânia, no ano de 1865, foi construído o primeiro oleoduto para transporte de hidrocarbonetos, que ligava um campo de produção a uma estação de carregamento de vagões, com uma extensão de 08 (oito) km, ainda no ano de 1865. No Brasil começou em 1942, na Bahia, ligando a Refinaria de Aratu ao Porto de Santa Luzia.

Apesar de já ter sido utilizado pelo cinema para o transporte de uma pessoa, no caso, o fictício General Georgi Koskov, que desertara da União Soviética, interpretado por Jeroen Krabbé no filme The Living Daylights (lançado no Brasil como 007 Marcado para Morrer), de 1987, este modal é utilizado em larga escala transporte de produtos petróleo, óleo, combustível, gasolina, diesel, álcool, GLP, querosene, nafta e derivados de minério. Vale salientar que correspondem a 34% (trinta e quatro por cento) do transporte de petróleo e seus derivados.

As dutovias podem se dividir em oleodutos, gasodutos, minerodutos e polidutos, classificando-as pelo produto que transportam, petróleo, óleo combustível, gasolina, diesel, álcool, GLP, querosene, nafta; gás natural, sal-gema, minério de ferro e concentrado fosfático e, produtos diversos, mas que podem ser misturados, como bebidas engarrafadas e laranjas, respectivamente.

As dutovias podem ser, ainda, submarinas ou terrestres. Naquelas, grande parte da tubulação está submersa, sendo largamente utilizada para o transporte de petróleo das plataformas marítimas para as refinarias ou tanques de armazenagem situados em terra. Neste setor, a grande representante é a Transpetro, empresa subsidiária da Petrobrás que opera onze mil quilômetros de oleodutos e gasodutos. Já os terrestres, se subdividem em aéreos, aparentes e subterrâneos.

Em nosso país, muitas dutovias são subterrâneas e/ou submarinas, que, além de reduzirem os possíveis riscos causados pelos demais veículos em circulação em acidentes, o transporte é realizado de forma segura, para grandes distâncias, tornando o armazenamento dispensável, reduzindo o custo de transporte e proporcionando um menor índice de perdas e roubos. Além disso, operam ininterruptamente.

Um bom exemplo é o Gasoduto Brasil-Bolívia, com 3.150 quilômetros de extensão, sendo 2.593 em território brasileiro e 557 em território boliviano. O gasoduto Bolívia-Brasil transporta o gás proveniente da Bolívia atravessando 05 (cinco) estados brasileiros (Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e capacidade total de fornecimento de 30,08 milhões de metros cúbicos, que correspondem, se tratássemos de petróleo, a 200 mil barris/dia.

Apesar de representar apenas 4,2% no transporte de cargas[3], conforme Boletim Estatístico de Janeiro de 2011 da Confederação Nacional dos Transportes – CNT, o investimento neste modal vem aumentando, não só por parte da iniciativa pública, mas também da iniciativa privada.

Um bom exemplo disso é a parceria da Petrobrás com Copersucar, Cosan, OTP, Uniduto e Camargo Correa para a criação de uma nova empresa de logística para o transporte de etanol no Brasil, a ser chamada de Logum Logística S/A, utilizando o sistema dutoviário-hidroviário (multimodal).

Num investimento inicial de R$ 6 bilhões e, conforme depoimento prestado por Paulo Roberto Costa, diretor de abastecimento da Petrobrás, "acreditamos que vamos conseguir uma substancial redução de custos, tornando o etanol ainda mais competitivo[4]”.

Enfim, para garantir o avanço do país no cenário internacional, o Brasil necessita de diversificar seus modelos de transporte de cargas, face à saturação do modal rodoviário, reduzindo custos e tornando os preços dos produtos nacionais mais competitivos no cenário mundial. E uma alternativa é o modal dutoviário, amplamente usado para transporte de petróleo e seus derivados, tanto em território nacional como nos demais países, e agora, numa parceria público-privada, transportará o etanol brasileiro, tornando-o ainda mais competitivo no mercado internacional.

Por: Priscila Moura de Aguiar é Advogada. Membro do Grupo de Negócios Internacionais do MBAF Consultores e Advogados, ecritório membro da REDE LEXNET e do Business to Lawyers – B2L. Pós-graduanda em Direito Processual Civil pela Universidade Católica do Salvador. internacional@mbaf.com.br


Este artigo foi também publicado na ABTI, ABTC e na FETRACAN.

B2L Meeting: Investimentos, Expansão, Compra e Venda de Empresas.


A Business to Lawyers – B2L, formada por sócios com visão empreendedora para o desenvolvimento de novos negócios, investimentos e projetos dos mais variados portes e segmentos, no Brasil e exterior, tem o MBAF Consultores e Advogados como membro e representante na Bahia, através da sócia Emilia Azevedo. No dia 25 de agosto de 2011, em São Paulo, terá o evento “B2L Meeting: Investimentos, Expansão, Compra e Venda de Empresas”.
Palestrantes como Antônio Kandir da GG Investimentos, José Batista Júnior da JBS Friboi, Edson Nogueira Leite da Magazine Luiza e Marcelo Límirio Gonçalves da Neoquímica participarão do evento. Como a empresa se preparar para a escolha de sócio investidor; como a empresa se preparar para ter um sócio brasileiro com expansão mundial; quais os segmentos que os Fundos de Investimentos buscam para investir, além de abordagens sobre Plano de Expansão no varejo brasileiro serão temas abordados no encontro.
O MBAF irá disponibilizar sorteio de cortesias de inscrição. Os interessados em participar do evento e que desejam concorrer a uma cortesia deve enviar e-mail para emilia@mbaf.com.br e cópia para luiz@mbaf.com.br.

Serviço:
Evento: Investimento, Expansão, Compra e Venda de Empresas.
Data: 25 de agosto de 2011, das 8h às 17h.
Local: Caesar Business Paulista
Informações e Inscrições b2law ou (041) 3018-6951

terça-feira, 28 de junho de 2011

VITORIA DE GRAZIANO AMPLIA AÇÃO GLOBAL DO PAÍS, PROJETA DILMA E FAVORECE O PASSO SEGUINTE DE LULA

Numa eleição acirrada, o ex-ministro do governo Lula, José Graziano da Silva, superou o adversário espanhol, Miguel Angel Moratinos, na disputa pela sucessão de Jacques Diouf, no comando da FAO, por 92 votos a 88. O Brasil conquista assim seu primeiro posto de relevo entre as organizações internacionais. Graziano era o candidato dos países pobres que lutam  contra o subdesenvolvimento  e o poder neocolonial nos mercados mundiais, sobretudo de alimentos e matérias-primas. Não por acaso, pouco antes da votação, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, sem abrir o voto dos EUA, elogiou o candidato espanhol Miguel Angel Moratinos, porta-voz da Europa e dos interesses dos países ricos. A vitória brasileira reposiciona o papel da FAO na política internacional. O que se espera agora é um organismo renovado que passe a ecoar, de fato, os interesses Sul-Sul,  na luta pelo desenvolvimento, por segurança alimentar e  justiça social. Graziano é um crítico da especulação financeira decorrente da desregulação do sistema bancário promovida pelo neoliberalismo. Ao contrário de seu adversário espanhol, em diversos pronunciamentos e artigos ele destacou a influência nefasta dos capitais especulativos na formação dos preços dos alimentos, gerando flutuações abruptas que asfixiam consumidores e produtores dos países pobres. A vitória do ex-ministro e amigo pessoal de Lula não pode ser entendida sem o pano de fundo da crise mundial que evidenciou o crepúsculo de uma agenda ortodoxa que até então subordinava o destino das nações e do desenvolvimento aos interesses financeiros internacionais.  A sucessão na FAO influenciará inclusive a trajetória de Lula que trabalhou intensamente nos bastidores da campanha, em contatos com líderes e governantes, sobretudo da África e América Latina. O líder brasileiro passa a ter na FAO, certamente,  uma âncora institucional para seus projetos de cooperação internacional para o desenvolvimento e a luta contra a pobreza e a fome. Para o governo Dilma, que se empenhou decididamente na eleição de Graziano, deslocando ministros e o chanceler Patriota a vários pontos do planeta, numa ação centralizada no Itamaraty, é um trunfo da competência brasileira na política externa. Ele reafirma o Brasil como líder dos países pobres, um interlocutor cada vez mais relevante da agenda do desenvolvimento no século.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Missão de Dubai avalia negócios no Brasil

Grupo de empresários dos Emirados Árabes está em São Paulo para estudar a possibilidade de instalar suas companhias no Brasil. Eles também participam de rodadas de negócios.
São Paulo – Um grupo de empresários de Dubai está em São Paulo para conhecer o mercado brasileiro e analisar as possibilidades de estabelecer suas companhias no país. A missão, liderada por Saed Al Awadi, CEO da Dubai Export Development Corporation (EDC), órgão de promoção de exportações do emirado, participou de uma reunião sobre o assunto na manhã desta segunda-feira (13), na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, onde foi recebida pelo CEO da entidade, Michel Alaby.
Sergio Tomisaki/Agência Meios Sergio Tomisaki/Agência Meios Awadi (esq) e Alaby: oportunidades entre Emirados e Brasil
"O objetivo desta visita é trazer as empresas dos Emirados para dentro da América do Sul", destacou Al Awadi. "Viemos conhecer as oportunidades, estudar o mercado e também [analisar a possibilidade] de estabelecer escritórios ou empresas para toda a região", completou. A missão dos Emirados Árabes reúne cerca de 20 empresas de produtos e serviços, como bancos, construtoras, escritórios de advogados, indústria de alimentos, entre outros. É a segunda vez que a EDC lidera a vinda de um grupo do país do Golfo ao Brasil. A primeira ocorreu em 2010.

Assuntos como os principais setores da indústria brasileira, o PIB do país, seu potencial turístico e os requerimentos burocráticos para a instalação de empresas estrangeiras no Brasil foram os principais temas da reunião. O advogado e presidente do Instituto Brasileiro de Negócios Públicos, Luiz Gustavo Fraxino, participou do evento, apresentando os procedimentos necessários ao estabelecimento de empresas estrangeiras no país, além da carga de impostos incidentes sobre os negócios. Já Michel Alaby ofereceu o suporte da Câmara Árabe para os empresários que necessitarem de ajuda para o processo.
Sergio Tomisaki/Agência Meios Sergio Tomisaki/Agência Meios Rasheed: possibilidade de abrir fábrica no Brasil
Abdul Rasheed, gerente de vendas da Taghleef Industries, empresa fabricante de filmes plásticos para a indústria de transformação, conta que sua empresa já exporta há quatro anos para o Brasil. "Trabalhamos com empresas como Pepsico, Coca-Cola, Unilever e Kraft Foods", revela. De acordo com o executivo, sua empresa já vendeu cinco mil toneladas métricas de filmes plásticos para o Brasil desde o início dos negócios com o país. Ele acredita que a instalação de uma fábrica no país pode aumentar ainda mais os negócios na região. "O potencial é muito grande porque fazemos um produto especializado, que nossos competidores locais não fazem. Produzindo aqui, também podemos exportar para países como Argentina, Chile e até Estados Unidos", aponta.

Taher Kidwani, diretor-administrativo do banco de islâmico de investimentos Yusr, acredita que a implantação de um banco islâmico no Brasil poderá beneficiar as exportações das empresas locais. Segundo o executivo, o fato dos bancos islâmicos não cobrarem juros irá beneficiar as companhias exportadoras na hora de conseguirem financiamentos de longo prazo. "A sharia (lei islâmica) permite que se faça um contrato para cada caso, para atender aos requerimentos de cada negócio específico", explicou.
Sergio Tomisaki/Agência Meios Sergio Tomisaki/Agência Meios Kidwani: banco islâmico pode beneficiar exportações
"Quando um banco brasileiro vai fazer captação de recursos de um fundo islâmico, há uma série de requerimentos que precisam ser preenchidos por parte da instituição brasileira", conta Sidney Costa, gerente do Centro de Negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) em Dubai, que acompanha a missão. De olho neste nicho de mercado, a agência decidiu realizar, ainda este ano, um seminário para esclarecer aos empresários brasileiros o funcionamento do sistema financeiro islâmico.

Segundo Costa, há diversas ações sendo realizadas para promover a atração de investimentos estrangeiros do Oriente Médio para o Brasil. Além de uma missão comercial à região, promovida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que ocorrerá em outubro, o gerente revela ainda que existem ações voltadas a atração de recursos em mercados como Emirados Árabes, Arábia Saudita, Catar e Kuwait. Na tarde de hoje e também amanhã pela manhã, os empresários de Dubai participam de rodadas de negócios com empresas brasileiras na sede da Câmara Árabe.
Disponível em iB2G

Investimento estrangeiro direto cresce 13,4% na China

O investimento estrangeiro direto (IED) na China cresceu em um ritmo mais lento em maio, mas continua forte, de acordo com dados divulgados hoje pelo Ministério do Comércio do país. O IED aumentou 13,43% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para US$ 9,225 bilhões. A expansão foi menor que a verificada em abril, quando o IED aumentou 15,2% ante o total do mesmo mês de 2010 e totalizou US$ 8,46 bilhões.

No período de janeiro a maio, o IED cresceu 23,4% em relação aos cinco primeiros meses do ano passado, para US$ 48,023 bilhões, após um aumento anual de 26,03% no período de janeiro a abril. O porta-voz do Ministério do Comércio, Yao Jian, disse que o fraco desempenho do investimento dos EUA influenciou a diminuição do ritmo, mas o desempenho geral foi satisfatório. "Ainda somos um país atrativo para os investidores estrangeiros", afirmou.

O investimento dos EUA na China caiu 24% no período de janeiro a maio, na comparação com igual intervalo de 2010, para US$ 1,29 bilhão. Yao observou que isso mostra uma "lenta e difícil recuperação" da maior economia do mundo depois da crise financeira. No ano passado, a China atraiu US$ 105,7 bilhões de investimento estrangeiro direto, com crescimento de 17,4% em relação a 2009. As informações são da Dow Jones.

Publicado em Paraná Online